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By Ferramentas Blog

sábado, 15 de janeiro de 2011

Perdoe...Liberte-se!

Quem opta por não perdoar é um colecionador de espinhos, consumidor de alimentos com data de validade vencida. Pois são estas as sensações, os valores, os perigos e as perturbações que a ira, o desejo de vingança e a raiz de amargura fazem germinar e frutificar em quem opta pelo não perdão. Tais padrões limitantes de pensamentos, sentimentos e atos ferem quem os abraça, produzem cegueira e roubam da vida o encantamento. Abrem as portas para perturbações psicossomáticas, sobrecarregam e comprometem o bom funcionamento da mente e do coração, do corpo e da alma e azedam os relacionamentos.
Manter estes sentimentos menores, mesmo que os tais nos acenem com aparentes "ganhos secundários" é optar pelos espinhos em lugar das rosas, pelo padrão alimentar do urubu ou invés do atraente, aromático, suculento e adocicado cardápio do beija-flor. Sem dúvida, não são as melhores opções, temos a liberdade e o dever de fazer escolhas melhores.
Quem perdoa, entretanto, prefere se encantar com os cenários amorosamente criados e percebidos a partir de olhos bons, capaz ainda de energizar e iluminar todas as dimensões do corpo ou, como diria o Mestre Jesus: "Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso".
o limpo de coração, quando olha para o semelhante, é capaz de "ver a luz ao invés do abajur".
Quando perdoamos, faxinamos o coração e lavamos a alma, abrimos as janelas na direção de novos e reconfortantes horizontes, ao mesmo tempo em que nos libertamos das sombras com seus julgamentos, culpas e medos. Ao vivenciarmos o perdão, deixamos de desperdiçar preciosas e sagradas energias, até então insanamente utilizadas na geração de stress elevado e nocivas batalhas mentais, verbais e até mesmo físicas.
Podemos justificar a opção pelo não perdão com os mais lógicos e contundentes argumentos; com toda certeza, não nos faltarão argumentos! Entretanto, nenhum desses infindáveis argumentos nos beneficiará, trará paz ou nos fará melhores, pois manter o ressentimento, a ira e o desejo de vingança hospedados no coração, significa infligir uma crueldade igual ou maior àquela da qual acreditamos termos sido vítimas. Não perdoar, portanto, é ser carrasco de si mesmo.
Guardar ressentimento, ira e desejo de vingança, equivale a segurar uma brasa na mão com a intenção de jogá-la em alguém; é como beber um copo de veneno esperando que o outra morra. Ao sentirmos o incômodo de uma pedra no sapato, paramos, tiramos o sapato, livramo-nos da pedra e, confortavelmente, continuamos a caminhar. O não perdão é uma pedra que carregamos no coração, que dificulta a caminhada e que faz sangrar a alma.
O mais atingido e prejudicado com a ausência do perdão é quem se recusa a perdoar e, obvio, quem mais lucra é quem perdoa. Perdoamos alguém não pelo fato de ser ou não merecedor de perdão e sim porque merecemos contemplar a nós mesmos com esta divina dádiva, pois quem perdoa investe em si mesmo.

Há quem passe pela vida esperando alguma coisa ruim acontecer com quem lhe infligiu algum dano. O sentimento de vingança se volta contra quem o hospeda podendo, dependendo da intensidade e da durabilidade, produzir perturbações irreparáveis. Portanto, perdoar é também um bom plano de saúde, pode trazer considerável economia com médicos e remédios.
O perdão libera espaço na mente e no coração para ser dedicado aos amigos, a quem amamos, pois, admitamos ou não, os inimigos são mais íntimos e mais presentes em nossos pensamentos e sentimentos dos que os amigos. Não perdoamos para nos sentirmos superiores, importantes, santos ou mais bonitos, perdoamos para nos sentirmos libertos, em paz e saudáveis. O perdão é uma prova de amor a nós mesmos: quem se ama, perdoa.
Busque em Deus a força para perdoar mas evite lembrar-se diante Dele do seu ressentimento e seu desejo de vingança. Deseje simplesmente que Ele transborde de Amor o seu coração. Onde chega o amor, o ódio é despejado e se existir amor existirá perdão.
Perdoar é fazer uma plástica na alma, é deixar o sorriso livre, é desatar as asas da paz e ser acolhido em si mesmo. Ao perdoar nos tornamos livres do passado, leves no presente, abertos para o futuro; expandimos o divino em nós, percebemos que Deus nos habita e que por Ele somos perdoados.

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